Durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o presidente defendeu que o país aproveite vantagens competitivas — como energia renovável, minerais críticos e terras raras — para acelerar o desenvolvimento econômico e social.
Mapa do Caminho e COP30
Ele citou o Mapa do Caminho para a transição energética como exemplo de metas que, apesar de inicialmente consideradas inviáveis, avançaram graças à decisão política e articulação brasileira. Lula lembrou resistência de países produtores de petróleo durante a COP30, mas disse que a atuação do Brasil permitiu progressos no tema.
Energia limpa e investimentos
O presidente destacou o interesse internacional por data centers e afirmou que o governo quer atrair esses empreendimentos, condicionando-os à produção própria da energia consumida, em vez de usar a energia destinada à população.
Lula também atribuiu parte dos resultados de sua gestão à capacidade de articulação política. Segundo ele, avanços importantes foram obtidos mesmo sem maioria no Congresso Nacional, por meio de negociação e persuasão.
Responsabilidade fiscal e social
Ao falar das contas públicas, afirmou que assumiu o governo com um déficit fiscal de 2,8% e que hoje o orçamento é superavitário. Garantiu que a política de responsabilidade fiscal será mantida junto à responsabilidade social: "o pobre não pagará a conta" do ajuste. Para ele, é possível contrair dívidas quando elas financiam ativos e investimentos estruturantes que possam ser pagos no futuro.



