Como foi o impeachment
O Senado aprovou a destituição com votos favoráveis de todos os congressistas presentes. Peña havia tentado renunciar antes da conclusão do julgamento, mas a sessão convocada para receber a renúncia não reuniu quórum; os parlamentares seguiram com a votação para retirá-lo formalmente do cargo e retirar seu foro privilegiado. A perda do mandato é a segunda destituição presidencial na história do Paraguai.
Protestos e comemoração
Os atos se concentraram nas proximidades do Panteão Nacional dos Heróis, no centro da capital. Manifestantes com bandeiras do Paraguai e cartazes contra a impunidade acompanharam a votação, celebraram com buzinas, abraços e gritos de "Conseguimos!" e registraram as cenas de comemoração nas ruas.
Acusações e desdobramentos
Peña, que nega o envolvimento, é acusado de irregularidades relacionadas ao Ueno Bank; até 2025 ele foi acionista do grupo que controlava a instituição. A destituição não constitui, por si só, uma condenação criminal, mas, pouco depois do impeachment, ele foi preso em sua casa, segundo a cobertura da imprensa.
Demandas ainda em marcha
Apesar das comemorações, os manifestantes continuam exigindo a recuperação dos valores bloqueados no Ueno Bank. O Banco Central do Paraguai mantém o cronograma de pagamentos do Fundo de Garantia de Depósitos (FGD) para ressarcir depositantes conforme as regras do sistema financeiro paraguaio.



