O Telescópio Espacial Hubble foi lançado em abril de 1990 em parceria com a Agência Espacial Europeia e passou por cinco missões de manutenção feitas por astronautas durante o programa do ônibus espacial, a última em 2009. Suas imagens icônicas e observações científicas levaram a descobertas como a aceleração da expansão do universo e inspiraram ao menos 23 mil artigos científicos.
O que a NASA pediu
Em 29 de outubro, a agência emitiu um pedido de informações (RFI) voltado a capacidades de "serviço em órbita" para o Hubble. O documento inclui cenários que vão desde o impulsionamento da órbita — para compensar a perda causada pelo arrasto atmosférico — até missões que melhorem as capacidades do observatório.
- Impulsionamento da órbita (reboost) para retardar a queda;
- Missões de aprimoramento ou extensão de capacidades científicas;
- Planejamento de reentrada controlada ou outra forma de disposição orbital segura.
O pedido também abre espaço para alternativas, incluindo um fim de missão com reentrada controlada ou descarte orbital seguro caso o serviço em órbita não seja viável.
Jared Isaacman — que, conforme a própria fonte nota, se tornou administrador da NASA em dezembro de 2025 — pediu publicamente que a agência avalie todas as opções razoáveis para manter o Hubble em operação enquanto isso for mais econômico do que lançar um novo observatório. Em 2022 Isaacman havia proposto uma missão de serviço usando hardware da SpaceX, ideia então recusada pela NASA por possíveis riscos ao instrumento.
Segundo a agência, o Hubble deverá reentrar naturalmente na atmosfera em 2033 ou 2034 devido ao arrasto orbital; portanto, qualquer missão de serviço teria de ser realizada em 2032 para ter chance de sucesso.
Exemplos recentes
Mais cedo neste ano a NASA colaborou com a Katalyst Space Technologies em uma missão de cerca de US$ 30 milhões para tentar impulsionar a órbita do observatório Neil Gehrels Swift, que também vem perdendo altitude. A missão lançou com sucesso, mas problemas de controle impediram o encontro entre as espaçonaves; o Swift está previsto para reentrar após 22 anos de operação.
Enquanto isso, o Hubble continua muito requisitado pela comunidade científica e muito valorizado pelo público por suas imagens, o que explica o interesse em encontrar soluções que prolonguem sua vida útil ou garantam um fim seguro ao observatório.



