As demissões ocorreram na terça-feira (03/11) como parte de uma reestruturação na área de operações contra fraude do Nubank.
A equipe afetada, chamada internamente de investigations, checava contas suspeitas de envolvimento em crimes financeiros, incluindo o uso de contas “laranjas” para movimentar dinheiro e dificultar rastreamentos. O trabalho do grupo incluía análise manual de contas e investigação de denúncias de golpes.
Como a IA foi aplicada
Segundo funcionários e ex-funcionários ouvidos pela Folha de S.Paulo, ferramentas de inteligência artificial começaram a ser usadas há cerca de seis meses para tratar casos de menor complexidade. Parte do time passou a revisar as conclusões geradas pelos sistemas, tarefa que também servia para corrigir respostas e aperfeiçoar os modelos.
Esses relatos indicam que a automação fez a fila de reclamações e os casos pendentes despencarem — a redução foi estimada em 80% pelos funcionários consultados.
Pacote aos demitidos
De acordo com a reportagem, os trabalhadores foram dispensados sem justa causa e informados de que a reorganização estava ligada à diminuição do volume de trabalho. O Nubank comunicou que os profissionais afetados receberão um pacote de benefícios.
- indenizações
- salários adicionais
- extensão temporária do plano de saúde
Antes das demissões, cerca de 40 funcionários da equipe de investigações já haviam sido transferidos para outros setores. Os analistas remanescentes devem concentrar-se nos casos mais complexos. O banco não anunciou novas rodadas de cortes relacionadas à reestruturação.
Em julho, a diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank, Ellen Kiss, afirmou ao Tecnoblog que a empresa não deixaria de contratar por causa da adoção de IA.



